quinta-feira, julho 12
Já estou mais ou menos habituado a certas respostas que começam logo com o rótulo. Porém, confesso que foi uma estreia ter sido acusado de pertencer à direita neoconservadora portuguesa e de ter um blog comunista, tudo pelo mesmo post. O que está a dar, é mesmo dois em um.
Liga de Blogs Anti-Polónia (2)
Foi interessante, para não dizer hilariante, ver algumas das respostas ao meu post em que sugeria ironicamente a formação de uma Liga de Blogs Anti-Polónia. Antes de mais, gostava de esclarecer e reafirmar, que o meu post retratava apenas as posições que a Polónia tem vindo a assumir nos diversos conselhos Europeus, em que muitos blogs nem sequer discutem a pertinência das posições da Polónia, veiculando de imediato diversas mensagens contra as suas posições, quase como um ódio pessoal à coligação no regime.
Eu nunca afirmei que existem países passíveis de crítica, mas que parece existir alguma preferência por alguns, isso parece-me. Sobre as recentes posições da França nos últimos conselhos europeus, parece existir um silêncio sepulcral na blogosfera.
Eu nunca afirmei que existem países passíveis de crítica, mas que parece existir alguma preferência por alguns, isso parece-me. Sobre as recentes posições da França nos últimos conselhos europeus, parece existir um silêncio sepulcral na blogosfera.
terça-feira, julho 10
Liga de Blogs Anti-Polónia
Tendo acompanhado a campanha que já há algum tempo habita na blogosfera sobre as posições que a Polónia assumiu para defender o seu país na UE, eu sugeria a certos blogs que assumissem verdadeiramente as suas ideias e promovessem uma liga de Blogs Anti-Polónia. Desta forma, seria mais fácil compilar todos os textos contra essa vil nação. Não interessa o que defendem os gémeos, e muito menos discutir se as respectivas exigências sejam legítimas ou não.
Aproveito ainda a oportunidade para informar a "Liga", caso ainda não tenham conhecimento, que a coligação no poder não sucumbiu, como ontem parecia ter acontecido. Afinal, os parceiros chegaram a acordo, pelo menos por algum tempo. Mas não se preocupem, quem espera sempre alcança, já diz o velho ditado.
segunda-feira, julho 9
Strauss-Kahn
Confesso que não consegui evitar um sorriso quando soube que Nicolas Sarkozy irá propor o nome de Dominique Strauss-Kahn para liderar o IMF (International Monetary Fund), justificando para tal a sua competência e credibilidade, algo que obviamente concordo. Convém não esquecer é que caso DSK aceite o cargo (e seja aprovado pelos restantes países), o segundo político socialista mais popular actualmente em França é afastado da cena política e o PS ficará ainda mais fragilizado. Obviamente Sarkozy tem acima de tudo a preocupação com o funcionamento das instituições. Se isso vier com um bónus, ainda melhor...
Red Lines
Gordon Brown, depois do encontro que teve com José Sócrates, afirmou que não colocará o novo tratado a referendo. Para justificar tal decisão, afirmou que este último não iria colocar em causa as várias "red lines" traçadas por Brown, que indicam as várias competências que devem ser controladas por Londres.
Em Portugal, porém, uma grande maioria de pessoas já se manifestou a favor da convocação de mais um referendo. Começou-se por afirmar que já é hora dos portugueses serem consultados acerca da União Europeia, mesmo que o tratado seja semelhante a todos os outros que Portugal assinou, e que na altura, todos pareciam estar de acordo em como não seria necessário um referendo. Mas as coisas evoluem. Agora, a nova sensação é que o tratado deve ser referendado pois coloca em causa diversas matérias, tal como aconteceu com a então falada Constituição. Não se discutem as nossas "red lines", pelo contrário. Embora o tratado ainda não esteja redigido, já todos exigem um referendo.
Eu até compreendo o rumo que as coisas estão a tomar. Caso houvesse discussão sobre as red lines, esta era uma matéria que seria discutida e votada no parlamento, como aliás faria todo o sentido. Mas aqueles que tanto criticaram o método de consulta popular para inúmeros temas, são agora dos primeiros a vir reivindicar o novo referendo.
Eu até compreendo o rumo que as coisas estão a tomar. Caso houvesse discussão sobre as red lines, esta era uma matéria que seria discutida e votada no parlamento, como aliás faria todo o sentido. Mas aqueles que tanto criticaram o método de consulta popular para inúmeros temas, são agora dos primeiros a vir reivindicar o novo referendo.
Pressão
Com o número de atentados bombistas a não dar mostras de diminuir, a pressão sobre os Republicanos no Congresso Americano é cada vez maior para alterarem a sua estratégia de apoio à Administração Bush no Iraque. O Senador Lugar deu o mote na semana passada, ao colocar em causa a estratégia, referindo que não parecia estar a dar os resultados pretendidos.
Todos compreendem que a partir do momento em que se cria um impasse num conflito como o Iraquiano, e quando é implementada uma estratégia que será avaliada em Setembro pelo Congresso, é de esperar que os ataques se intensifiquem de modo a que os resultados dessa ofensiva sejam mínimos. Mas a enorme pressão da opinião pública está a deitar por terra a pouca paciência de alguns proeminentes senadores republicanos que apoiavam Bush. Aproxima-se uma frase crítica para o Iraque. As dúvidas que começam a aparecer no Senado republicano já estão a ser levadas muito a sério tanto no Iraque como no Capitólio.
No Congresso, o Senador Reid prepara-se para apresentar nova proposta, sentindo que é capaz de ter a maioria de 60 votos necessários para conseguir uma retirada de tropas.
Entretanto no Iraque, a classe política já teme o pior. O Ministro dos Negócios Estrangeiros Iraquiano já veio avisar: "This could produce a civil war, partition of the country and a regional war. We might see the country collapse", bem como um conselheiro do PM Iraquiano: "We in Iraq believe, not just the government, but all political parties, that the presence of these forces is necessary to prevent increasing violence and to stop the country sliding into civil war".
Os democratas criticam este cenário, dando a entender que a retirada das tropas colocará a pressão necessária para que as várias facções políticas cheguem a acordo em diversos temas importantes, nomeadamente a divisão dos dividendos provenientes do petróleo, e acima de tudo, para que garantam a estabilidade do país. Será que estão mesmo dispostos a tal?
domingo, julho 8
Liberty
Aparentemente, este símbolo não foi muito apreciado durante esta noite. Neste blog, porém, a tocha permanece bem acesa.
sexta-feira, julho 6
Sondagens GOP
| Jun. 27 | Jun. 6 | May 2007 | |
| Rudy Giuliani | 29% | 22% | 24% |
| John McCain | 17% | 15% | 17% |
| Fred Thompson | 15% | 13% | 8% |
| Newt Gingrich | 8% | 8% | 6% |
| Mitt Romney | 8% | 10% | 9% |
quarta-feira, julho 4
Promessas
A primeira cimeira UE-Brasil, realizada hoje em Lisboa, produziu o que a União Europeia melhor sabe fazer: promessas e boas intenções. Lula da Silva deu o mote, afirmando-se esperançoso que seria possível chegar à acordo nas negociações de Doha. O objectivo é eliminar qualquer barreira ao comércio livre, acabando com os generosos subsídios estatais que os países ricos fornecem a muitos dos seus produtos, na sua grande maioria agrícolas, e que desta forma impossibilitam uma justa concorrência e a possibilidade de países menos favorecidos conseguirem competir num mercado global.
A grande dor de cabeça da UE, ou melhor, do senhor Peter Mandelson, é a França e a meia-dúzia de agricultores franceses, que sugam 47% do orçamento comunitário para a famigerada PAC. Os EUA também não são inocentes, mas a intransigência da França torna qualquer negociação impossível. Se alguns manifestavam alguma esperança que esta situação terminasse com a eleição de Sarkozy, desenganem-se meus caros. Em matéria agrícola e de de subsídios chorudos, Chirac ainda está no Eliseu. E com tudo isto, José Sócrates repete a lengalenga que nos apresenta à dois anos: É preciso mais "justiça" e "equilíbrio". Só faltou a confiança e acima de tudo um "choque". A ronda de Doha agradecia...
A grande dor de cabeça da UE, ou melhor, do senhor Peter Mandelson, é a França e a meia-dúzia de agricultores franceses, que sugam 47% do orçamento comunitário para a famigerada PAC. Os EUA também não são inocentes, mas a intransigência da França torna qualquer negociação impossível. Se alguns manifestavam alguma esperança que esta situação terminasse com a eleição de Sarkozy, desenganem-se meus caros. Em matéria agrícola e de de subsídios chorudos, Chirac ainda está no Eliseu. E com tudo isto, José Sócrates repete a lengalenga que nos apresenta à dois anos: É preciso mais "justiça" e "equilíbrio". Só faltou a confiança e acima de tudo um "choque". A ronda de Doha agradecia...
Diz que é uma espécie de Parlamento
A Vice-Presidente da Comissão Europeia, Margot Wallström, esteve perante a Comissão Parlamentar de Assuntos Europeus. A dita comissão é constituída por 33 deputados, mas presentes apenas estiveram quatro (três do PS e um do PSD). Pelo que li no Público, existiam alguns (uns 3/4) que não tinham mesmo oportunidade de ir, apresentando a respectiva justificação. E então os restantes? Assim vai o interesse pela Europa no nosso parlamento...
terça-feira, julho 3
Bonding Jog

A imprensa europeia anda obcecada com o jogging dos políticos:
President Sarkozy has fallen foul of intellectuals and critics who see his passion for jogging as un-French, right-wing and even a ploy to brain-wash his citizens.
(...)
Is jogging right wing?” wondered Libération, the left-wing newspaper. Alain Finkelkraut, a celebrated philosopher, begged Mr Sarkozy on France 2, the main state television channel, to abandon his “undignified” pursuit. He should take up walking, like Socrates, Arthur Rimbaud, the poet, and other great men, said Mr Finkelkraut.
“Western civilisation, in its best sense, was born with the promenade. Walking is a sensitive, spiritual act. Jogging is management of the body. The jogger says I am in control. It has nothing to do with meditation.”
Mr Sarkozy’s habit infuriates his critics – and some supporters – because he flaunts it so hard. Le running du Président, often clad in his favourite NYPD T-shirt, has become a ritual, like King Louis XIV’s rides at Versailles. He has practised it at summits in Brussels and Germany and he is looking forward to a bonding jog with José Socrates, the Prime Minister of Portugal, which took over the European Union presidency this week.
(...)
Is jogging right wing?” wondered Libération, the left-wing newspaper. Alain Finkelkraut, a celebrated philosopher, begged Mr Sarkozy on France 2, the main state television channel, to abandon his “undignified” pursuit. He should take up walking, like Socrates, Arthur Rimbaud, the poet, and other great men, said Mr Finkelkraut.
“Western civilisation, in its best sense, was born with the promenade. Walking is a sensitive, spiritual act. Jogging is management of the body. The jogger says I am in control. It has nothing to do with meditation.”
Mr Sarkozy’s habit infuriates his critics – and some supporters – because he flaunts it so hard. Le running du Président, often clad in his favourite NYPD T-shirt, has become a ritual, like King Louis XIV’s rides at Versailles. He has practised it at summits in Brussels and Germany and he is looking forward to a bonding jog with José Socrates, the Prime Minister of Portugal, which took over the European Union presidency this week.
Boa Ficção
Afinal o Jornal Avante ainda é capaz de produzir artigos verdadeiramente hilariantes. Aposto que em breve existe uma adaptação ao cinema. ... (Via Blasfémias)
O Impacto de Rudy no GOP

Diz o André Azevedo Alves a propósito deste texto que recomendo:
"Mas também porque é discutível que Giuliani consiga mobilizar o eleitorado socialmente conservador, uma parcela que não era essencial há 30 anos mas que hoje (felizmente) é provavelmente imprescindível para qualquer vitória republicana."
Discordo. Embora as suas posições em temas sensíveis, como é o caso do aborto, tenham ainda um peso considerável em certas alas do eleitorado do GOP, acho um erro assumir que apenas por causa de dois temas ele não será capaz de mobilizar a ala mais conservadora.
Primeiro, porque nos restantes temas as suas credenciais conservadoras são muito fortes em relação às dos outros candidatos. Em segundo, porque esta eleição vai ser claramente atípica no GOP. Não tarda nada, Thompson será escrutinado por todas as suas posições, e a sua popularidade nas sondagens não permanecerá assim por muito tempo. Podemos até fazer uma analogia com o Giuliani. O efeito Rudy inicialmente catapultou-o nas sondagens, até que o seu pensamento foi verdadeiramente exposto. Neste momento, ele estabilizou, à volta do “seu” eleitorado. Thompson ainda possui o efeito da chegada à corrida, mas dado que em breve assume oficialmente o seu rumo, não creio que ele se mantenha a subir tão confortavelmente nas sondagens.
“Apesar das suas posições anti-conservadoras em vários domínios, tenho sérias dúvidas que Giuliani consiga conquistar votos de esquerda a Hillary.”
Nesta eleição não estão em causa os votos de esquerda de Hillary, nunca estiveram. Os independentes são a chave para a próxima eleição, e é uma realidade que neste momento as sondagens indicam que estão muito mais inclinados para Mrs. Clinton. O que é paradoxal, é preciso dizer, pois os independentes têm uma posição geralmente muito forte em temas de segurança nacional. Mas não me surpreendia que Bush e o Iraque, estejam a contribuir para tal. Desta forma, era necessário começar a incidir mais num distanciamento da actual política da Administração Bush para o Iraque, o que muitos candidatos já têm feito, mas numa escala fora do GOP.
segunda-feira, julho 2
domingo, julho 1
9/11 President?
Mr. Giuliani has been accused of playing the 9/11 card for political gain, and he did not shy from discussing his role after the terrorist attacks on that day and its effect on his worldview. But he defied the caricature of a man who intends to beat the 9/11 drum all the way to the White House.
His views on foreign and domestic policy were cogent and delivered with the take-it-or-leave-it confidence that is as refreshing to his backers as it is infuriating to his opponents, both now and when he was mayor. "Leadership," he told us, "is first figuring out what's right, and then explaining it to people, as opposed to first having people explain to you what's right, and then just saying what they want to hear."
Pragmatismo
Why Giuliani is Still the Frontrunner, por Ross Kaminsky:
While I would be (based on what I know today) equally pleased to see Rudy Giuliani or Fred Thompson as our next President, us who care about the future of our nation must keep our eye on the prize, namely winning the general election. At the end of the day, my primary vote will go to whichever of these two candidates I believe has the best chance of winning the prize. The risk to our country of another Clinton presidency is far too high to vote for a candidate who might be philosophically slightly more pure but less likely to win.
Sondagens GOP
The latest Fox News poll has Rudy Giuliani still way out ahead. Fred Thompson is two points behind John McCain. Mitt Romney is tied for fourth with Newt Gingrich:
Giuliani: 30%
McCain: 17%Thompson: 15%Gingrich: 8%
Romney: 8%Rudy's number is 7 points up from his last Fox News poll showing in early June. While that's partially random fluctuation, it matches up with other polls showing that's he's arrested his downward trend.
quinta-feira, junho 28
What does Clinton stand for?
Parece que no lado democrata, Mrs. Clinton não recolhe apenas simpatia e grandes quantidades de dinheiro:
It doesn't take her long to switch her stance on the war - even in 24 hours. On Tuesday, June 19, Clinton told a union audience that she favored keeping some troops in Iraq "to protect our interests" there after a major pullout. But the following day, she told an activist anti-war gathering that she wants U.S. troops withdrawn from Iraq.
A woman has a right to change her mind. But we're talking about war and peace. After dealing with the conflict, now in its fifth year, Clinton ought to know where she stands.
quarta-feira, junho 27
Blair, Tony
Tony Blair abandona hoje Downing Street depois de uma década no poder. A comunicação social não se cansará de gritar Iraque ao referir-se ao legado de Blair, mas o político que hoje abandona o cargo de PM ficará na história recente como um dos maiores líderes do Labour.
Sarkozy e a Turquia
Jorge, creio que me compreendeste mal. Obviamente já conhecia a posição de Sarkozy na matéria, de modo que o seu veto na cláusula económica não constituiu uma surpresa para mim. Mas confesso que fiquei desagradado, sendo essa a mensagem que queria transmitir no post.
Já durante a campanha referi que discordava de Sarkozy neste ponto essencial da política europeia. Quando escolheu Kouchner para a pasta dos Negócios Estrangeiros, ainda pensei que se pudesse chegar a uma solução de compromisso, visto que este último apoia a entrada da Turquia na UE. Nada mais. Desfeitas as dúvidas, perguntava-te, já agora, qual a tua posição no tema, visto que apenas comentaste a minha alegada "surpresa e desagrado".
Por último, caso a parceria estratégia das grandes potências europeias siga em frente, posso assegurar-te que também não ficarei surpreso. Lembro-me perfeitamente quando surgiu a ideia. Quanto à minha opinião, essa dependerá do contexto e dos potenciais poderes que essa parceria poderá vir a ter no seio europeu, e mais concretamente, nos restantes países da UE.
terça-feira, junho 26
Um mau sinal
The move to block the opening of discussions on the key area of economic and monetary policy, which will be formally discussed Tuesday, comes at a critical time for Turkey, which is pursuing difficult political and economic reforms required for EU membership during an election year.
Não me canso de afirmar que o lugar da Turquia é na Europa, como membro de plenos direitos. Não como uma parceria privilegiada, mas como estado-membro. Neste momento, a Turquia está a levar a cabo várias reformas políticas e económicas importantes. Fechar as portas à Turquia nesta altura, é atirar borda fora todo o capital político e reformista que tem vindo a desenvolver.
A entrada da Turquia na UE beneficia todos. Num momento em que o clima geopolítico mundial está muito instável e as relações entre o Ocidente e o Islão são precárias, a Turquia, como país maioritariamente muçulmano e democrático, é uma mais valia na Europa.
Obviamente, não posso garantir que vá preencher todos os requisitos para a adesão, mas é dever da UE estimular e pressionar de modo a que esses objectivos sejam atingidos. É essencial para a Turquia, e para a própria União Europeia.
A entrada da Turquia na UE beneficia todos. Num momento em que o clima geopolítico mundial está muito instável e as relações entre o Ocidente e o Islão são precárias, a Turquia, como país maioritariamente muçulmano e democrático, é uma mais valia na Europa.
Obviamente, não posso garantir que vá preencher todos os requisitos para a adesão, mas é dever da UE estimular e pressionar de modo a que esses objectivos sejam atingidos. É essencial para a Turquia, e para a própria União Europeia.
sábado, junho 23
Fixação
Bastou sair a palavra de Bruxelas, para Marques Mendes vir de imediato exigir mais um referendo. A sério, não entendo esta fixação pelo voto de aprovação dos portugueses, justificando para isso, imagine-se, aproximar o cidadão da UE.
Caso Sócrates concordasse com a ideia absurda de realizar o referendo (e Cavaco jamais o aprovaria), não só íamos ter um resultado politicamente nulo, como podíamos criar ainda mais problemas. Se o Dr. Marques Mendes quer que os cidadãos se aproximem da UE, não os mace com mais um referendo inútil, cujas implicações devem ser lidadas a um nível parlamentar.
Esta tendência populista de alguns políticos portugueses, com laivos de democracia participativa, constituem um risco para o nosso sistema político. O nosso país está muito longe de ser uma Suiça, e está longe, espero, de se tornar a VI República com que sonha Madame Royal e a sua utópica démocratie participative.
Most Catholics support Giuliani
American Catholics are somewhat more likely than other voters to support Rudy Giuliani in the Republican presidential primary, according to a survey commissioned by the Pew Forum for Religion & Public Life.
(...)
Among the Republican contenders, Giuliani drew the highest level of support among Catholics. Nearly half-- 49%-- of the Catholic voters said that they were likely to support the former New York mayor, while Giuliani commanded only 30% "likely" support among mainline Protestant respondents and 32% among Evangelical Protestants.
quinta-feira, junho 21
Da honestidade (valha-nos isso...)
Segoléne não pára de me surpreender. Afinal de contas, ela até compreende que o que dizia há umas semanas atrás, era uma completa fantasia económica...
Smic à 1 500 euros, généralisation des 35 heures. Selon Ségolène Royal, "ce sont des idées qui ne sont pas crédibles, pas cohérentes avec le projet socialiste". L'ex-candidate socialiste à la présidentielle les a pourtant défendues pendant sa campagne. Elle a "dû les reprendre dans son pacte présidentiel", a-t-elle précisé, mercredi 20 juin, lors de l'émission Question d'info (LCP-Le Monde-France Info).
quarta-feira, junho 20
Bad Day
Não foi certamente um dos melhores dias para a campanha de Rudy Giuliani. Logo que tenha oportunidade, comento.
terça-feira, junho 19
Sócrates, we have a problem
Os gémeos polacos embirraram com o sistema de votação proposto no novo tratado. Ao que parece não estão dispostos a abdicar do seu actual poder na UE, e querem uma solução "raíz quadrada". Neste método, o número de votos é proporcional à raiz quadrada do número de habitantes de cada país. Desta forma, os grandes países como a Alemanha seriam claramente enfraquecidos nas votações. Preparem-se porque estes dois senhores vão ser dois ossos duros de roer, e pelo que parece, estão-se nas tintas para a sua imagem na UE. Sócrates ainda estava com a esperança que Merkel conseguisse desfazer o problema polaco em relação ao tratado na presidência alemã. Desvaneceu-se esse sentimento.
José Sócrates tem um caldinho para resolver na presidência portuguesa. O discurso de esperança, de energia e de choques pode funcionar dentro das nossas fronteiras, mas não funciona nas cimeiras. Muito menos com os irmãos Kaczynski. Dificilmente Sócrates conseguirá encontrar uma solução para este problema, sem irritar vários países. Compreenderá então que necessita da ajuda de uma pessoa para arranjar solução para o impasse. Será ele quem vai dominar as negociações sobre o novo tratado durante a presidência europeia - Sarkozy.
Prostituição Política
Maria José Nogueira Pinto, ex-vereadora do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa, admite votar em António Costa nas eleições intercalares de 15 de Julho, considerando que o candidato socialista é quem tem "melhores condições para governar Lisboa".
No Público.
Debates
O Democratic Congressional Campaign Committee Chairman Rahm Emanuel (Ill.), propôs uma ideia interessante. Uma série de debates entre os três principais candidatos de cada partido. Porém, confesso que não gosto das escolhas...
A minha proposta seria:
Rudy Giuliani versus Hillary Clinton on the economy.
John McCain versus Barack Obama on Iraq.
Mitt Romney versus John Edwards on health care.
Para além de confrontar os front-runners de cada partido de acordo com as sondagens, esta disposição permitia que cada candidato estivesse num tema que apostaram bastante para as primárias de cada partido.
Employee Free Choice Act
The left-wing machine is an alliance of activists and union leaders dedicated to their mutual benefit - at the expense of the American people. I was convinced that it's a real threat when Speaker Nancy Pelosi's new Democratic majority in the House voted in March to strip American workers of the right to a secret ballot in deciding whether or not to unionize.
They approved something called the "Employee Free Choice Act" which gives employees the kind of "choice" favored by Tony Soprano -- the kind you can't refuse. It exposes every American worker to coercion and intimidation by unions that are attempting to get their dues money. It was the Democrats' version of payback for union support in last year's elections.
And now it's back. The Senate is scheduled to begin debating the bill today. A vote could come as early as Wednesday. Let's make sure that vote is a vote to defeat union strong-arm tactics and to defend American workers.
Imigração: As 10 propostas de Newt Gingrich
Ten Simple, Direct Steps to a Legal American Immigration System:
1. Keep the 1986 Simpson-Mazzoli commitment and control the border. (...)
2. Announce an immediate shift of Internal Revenue Service resources to audit companies that are deliberately hiring people illegally. We do not have to focus on deporting those who want to work. We need to focus on the Americans who are getting richer by deliberately breaking our laws, hiring people illegally and failing to pay taxes. (...)
3. Outsource to American Express, Visa or MasterCard the job of building a real-time verification system so that honest companies can confirm the legal status of all workers and identify people with forged papers before they hire them as fast as your automatic teller machine identifies you and gives you money in a matter of seconds. (...)
4. Focus deportation efforts on criminals. Those who claim that opponents of the Bush-Kennedy-McCain bill support mass deportations are simply wrong. We want a system in which honest work is available for law-abiding workers and in which the natural attrition of declining job availability will reduce illegal behavior. However, there is one group that should be deported immediately, and the law should be modified to make it easy to do so. Criminals have no future in America. (...)
5. Cut off all federal aid to any city, county or state that refuses to investigate if a criminal is here illegally. These so-called "sanctuary cities" are in effect abetting the violation of American law and increasing the risk to honest, law-abiding Americans. They should be cut off from all federal aid if they refuse to help enforce federal law.
6. Offer intensive education in English to anyone who wants to learn English, and make English the official language of government. This will begin to reassert the commitment to assimilation and Americanization that has historically been part of legal immigration to America.
7. Ensure that becoming an American citizen requires passing a test on American history in English and giving up the right to vote in any other country.
8. Within the context of these proven changes, establish an economically driven temporary worker program like the Krieble Foundation proposals. Any temporary worker would have to pass a background check to ensure they are not a criminal, would have to give biometric information (retinal scan and thumbprint) for a special card that would be outsourced to American Express, MasterCard or Visa so it would be harder to defraud and counterfeit, and would have to sign a contract committing them to pay taxes and obey the law or be removed from the United States within two weeks without recourse to long court processes.
9. Create a special open-ended worker visa for high value workers who bring specialized education, entrepreneurial talent or capital that will grow the American economy and make America a more prosperous country.
10. Workers who came here illegally but have a good work relationship and community ties (including family), should have first opportunity to get the new temporary worker visas, but instead of paying penalties, they should be required to go home and get the visa at home. (...)
2. Announce an immediate shift of Internal Revenue Service resources to audit companies that are deliberately hiring people illegally. We do not have to focus on deporting those who want to work. We need to focus on the Americans who are getting richer by deliberately breaking our laws, hiring people illegally and failing to pay taxes. (...)
3. Outsource to American Express, Visa or MasterCard the job of building a real-time verification system so that honest companies can confirm the legal status of all workers and identify people with forged papers before they hire them as fast as your automatic teller machine identifies you and gives you money in a matter of seconds. (...)
4. Focus deportation efforts on criminals. Those who claim that opponents of the Bush-Kennedy-McCain bill support mass deportations are simply wrong. We want a system in which honest work is available for law-abiding workers and in which the natural attrition of declining job availability will reduce illegal behavior. However, there is one group that should be deported immediately, and the law should be modified to make it easy to do so. Criminals have no future in America. (...)
5. Cut off all federal aid to any city, county or state that refuses to investigate if a criminal is here illegally. These so-called "sanctuary cities" are in effect abetting the violation of American law and increasing the risk to honest, law-abiding Americans. They should be cut off from all federal aid if they refuse to help enforce federal law.
6. Offer intensive education in English to anyone who wants to learn English, and make English the official language of government. This will begin to reassert the commitment to assimilation and Americanization that has historically been part of legal immigration to America.
7. Ensure that becoming an American citizen requires passing a test on American history in English and giving up the right to vote in any other country.
8. Within the context of these proven changes, establish an economically driven temporary worker program like the Krieble Foundation proposals. Any temporary worker would have to pass a background check to ensure they are not a criminal, would have to give biometric information (retinal scan and thumbprint) for a special card that would be outsourced to American Express, MasterCard or Visa so it would be harder to defraud and counterfeit, and would have to sign a contract committing them to pay taxes and obey the law or be removed from the United States within two weeks without recourse to long court processes.
9. Create a special open-ended worker visa for high value workers who bring specialized education, entrepreneurial talent or capital that will grow the American economy and make America a more prosperous country.
10. Workers who came here illegally but have a good work relationship and community ties (including family), should have first opportunity to get the new temporary worker visas, but instead of paying penalties, they should be required to go home and get the visa at home. (...)
segunda-feira, junho 18
4 Anos
Um dos meus blogs de eleição, completou quatro anos. Os meus parabéns ao João Gonçalves, pelo seu Portugal dos Pequeninos.
domingo, junho 17
O problema do Darfur, por Ban Ki-Moon
Na opinião do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, a raiz do problema para a actual situação no Sudão está, nem mais nem menos, nas alterações climáticas:
Almost invariably, we discuss Darfur in a convenient military and political shorthand -an ethnic conflict pitting Arab militias against black rebels and farmers. Look to its roots, though, and you discover a more complex dynamic. Amid the diverse social and political causes, the Darfur conflict began as an ecological crisis, arising at least in part from climate change.
Two decades ago, the rains in southern Sudan began to fail. According to U.N. statistics, average precipitation has declined some 40 percent since the early 1980s. Scientists at first considered this to be an unfortunate quirk of nature. But subsequent investigation found that it coincided with a rise in temperatures of the Indian Ocean, disrupting seasonal monsoons. This suggests that the drying of sub-Saharan Africa derives, to some degree, from man-made global warming.
It is no accident that the violence in Darfur erupted during the drought. Until then, Arab nomadic herders had lived amicably with settled farmers. A recent Atlantic Monthly article by Stephan Faris describes how black farmers would welcome herders as they crisscrossed the land, grazing their camels and sharing wells. But once the rains stopped, farmers fenced their land for fear it would be ruined by the passing herds. For the first time in memory, there was no longer enough food and water for all. Fighting broke out. By 2003, it evolved into the full-fledged tragedy we witness today.
[Via Spanish Pundit]
Eu nem vou tecer comentários, já que o artigo fala por si. O eco-fanatismo já não é apenas uma religião, é também uma ciência astrológica.
sábado, junho 16
Globalization
A ler na íntegra, esta entrevista a Rudy Giuliani:
Globalization is one of the best things for our future. It's something we have to embrace.
In fact, when I first wrote those 12 commitments, I think I used the term embrace globalization. But I wasn't sure people would exactly know what that meant, embracing globalization. So, we said, expand our involvement in globalization.
This is great news for America, the people who are coming out of poverty in China and in India. And really, it's a difference between a Republican president who is an optimist and a Democratic president who's got his head in the sand and wants to just protect our prior inefficiencies. They want to have extra taxes and more protection.
Here's the way I look at 20 to 30 million coming out of poverty in China and India - 20 or 30 million more customers, more people we can sell things to. More people where we can take the value-added that America has and build on that.
This shouldn't - for a country like ours, that's an optimistic, entrepreneurial country, we should be cheering globalization. This is a great thing for America. And we've got to take advantage of it. And we need leaders who can show us how to take advantage of it.
Um testemunho
Por um apoiante de Ron Paul:
"But I'm not supporting him because I think he could get the nomination. I'm supporting him because I think he can influence thenational conversation about what the role of government is, how much power should government have over our lives, how much liberty should we give up for security. These are important issues, and frankly, no one's thinking about them as seriously and sincerely as Ron Paul."
Quote of the Day
Whosoever desires constant success must change his conduct with the times.
Niccolo Machiavelli
sexta-feira, junho 15
Fernanda Câncio e a liberdade de poder escolher
Já tinha ouvido algumas coisas nos dias que sucederam ao referendo que me tinham assustado. Lembro-me por exemplo de Francisco Louçã e os seus comentários a propósito da objecção de consciência dos médicos. Mas passados alguns meses, as coisas arrefeceram, pelo menos até hoje.
Hoje no DN, Fernanda Câncio apresenta-nos uma pérola sobre esse empecilho que é a objecção de consciência. No seu artigo, FC não refere claramente que deseja que o Estado, caso não existam médicos não objectores suficientes, obrigue a que algum execute um aborto. Mas anda muito perto, teve o cuidado de não transcrever essa ideia. Mas não é necessário chegar tão longe. Basta ler todo o artigo para compreender a posição de Fernanda Câncio e quais devem ser as responsabilidades do Estado nesta questão. Até porque em certas situações, é mesmo necessário "ordenar". É uma pena que Fernanda Câncio seja uma paladina da defesa da liberdade para a mulher neste tema, e se esqueça que o médico também possui o direito a poder escolher.
Hoje no DN, Fernanda Câncio apresenta-nos uma pérola sobre esse empecilho que é a objecção de consciência. No seu artigo, FC não refere claramente que deseja que o Estado, caso não existam médicos não objectores suficientes, obrigue a que algum execute um aborto. Mas anda muito perto, teve o cuidado de não transcrever essa ideia. Mas não é necessário chegar tão longe. Basta ler todo o artigo para compreender a posição de Fernanda Câncio e quais devem ser as responsabilidades do Estado nesta questão. Até porque em certas situações, é mesmo necessário "ordenar". É uma pena que Fernanda Câncio seja uma paladina da defesa da liberdade para a mulher neste tema, e se esqueça que o médico também possui o direito a poder escolher.
quinta-feira, junho 14
Gaza
Depois de vários dias de intensos confrontos, o Hamas prepara-se para controlar a faixa de Gaza. A estratégia dos EUA para a região fica gravemente comprometida com esta vitória, dado o apoio que estava a fornecer às forças de segurança leais ao Presidente Abbas. Os EUA esperavam que um governo moderado, liderado por Abbas em Gaza e na Cisjordânia, reconhecesse Israel e chegassem a acordo para definirem fronteiras. Esta segregação de forças deita por terra essa aspiração. Caso Abbas decida avançar com eleições, o que é bastante provável, não é de excluir que Gaza se isole através de um regime dirigido unicamente pelo Hamas. Ficaríamos desta forma, com dois territórios governados por duas forças políticas. Neste cenário, o Hamas, com o apoio da Síria e do Irão e sem a interferência da Fatah, poderia utilizar a faixa de Gaza para ataques em maior escala contra Israel.
A confirmar-se a hegemonia do Hamas nesta zona, não tardará muito a que Israel faça uma grande incursão na faixa de Gaza. Até poderá pedir previamente uma força de intervenção internacional, mas tal não será correspondido. E não haverá outra alternativa para proteger o país, face aos ataques terroristas.
A confirmar-se a hegemonia do Hamas nesta zona, não tardará muito a que Israel faça uma grande incursão na faixa de Gaza. Até poderá pedir previamente uma força de intervenção internacional, mas tal não será correspondido. E não haverá outra alternativa para proteger o país, face aos ataques terroristas.
terça-feira, junho 12
Aeroportos
Depois de meses de pressão, de uma esmagadora oposição da opinião pública e dos peritos à localização na Ota, o governo, na pessoa do ministro Mário Lino, lá deu a hipótese de estudar a opção Alcochete. Porém, ainda persiste a dúvida: as intenções do governo são efectivamente a procura da melhor localização ou constitui uma manobra de diversão? Esperemos pelo melhor.
Em todo este processo é de salutar a actuação de Cavaco Silva. Sem ele nada disto teria sido possível. Finalmente, congratulo-me com o meu apoio à sua eleição. Desde a inauguração do seu mandato, só manifestei-me favoravelmente a uma decisão deste, pois a sua presidência tem sido um autêntico marasmo. E por fim, não esquecer o grande papel de Francisco Van Zeller, em todo este processo. Discreto, mas presente.
Será mau perder?
Parece que Madame Royal não gostou da cobertura das eleições legislativas na France 2:
"Le reportage que vous venez de passer est assez scandaleux", s’est insurgée lundi soir l’ancienne candidate socialiste à la présidentielle reprochant à la chaîne publique sa partialité.
Lieberman: U.S. Should Weigh Iran Attack

A opinião do Senador Lieberman sobre o tema iraniano:
"I think we've got to be prepared to take aggressive military action against the Iranians to stop them from killing Americans in Iraq," Lieberman said. "And to me, that would include a strike over the border into Iran, where we have good evidence that they have a base at which they are training these people coming back into Iraq to kill our soldiers."
"We've said so publicly that the Iranians have a base in Iran at which they are training Iraqis who are coming in and killing Americans. By some estimates, they have killed as many as 200 American soldiers," Lieberman said. "Well, we can tell them we want them to stop that. But if there's any hope of the Iranians living according to the international rule of law and stopping, for instance, their nuclear weapons development, we can't just talk to them."
He added, "If they don't play by the rules, we've got to use our force, and to me, that would include taking military action to stop them from doing what they're doing."
Lieberman said much of the action could probably be done by air, although he would leave the strategy to the generals in charge. "I want to make clear I'm not talking about a massive ground invasion of Iran," Lieberman said.
"They can't believe that they have immunity for training and equipping people to come in and kill Americans," he said. "We cannot let them get away with it. If we do, they'll take that as a sign of weakness on our part and we will pay for it in Iraq and throughout the region and ultimately right here at home."
Nada melhor que uma eleição para juntar velhos "amigos"

Giuliani Renews Ties With the Police Chief He Ousted
The rapprochement between the two men who presided over New York City’s precipitous drop in crime is the latest twist in a relationship that says much about Mr. Giuliani’s leadership style. The two had a falling out as Mr. Bratton was capturing some of the limelight for the city’s crime drop, and Mr. Bratton was ousted in 1996. Later, he would consult, privately, for Senator Hillary Rodham Clinton, a Democrat, when it looked like she might compete with Mr. Giuliani for the Senate.
Now, Mr. Bratton is speaking about his renewed relationship with former Mayor Giuliani, saying it began when people close to Mr. Giuliani reached out to him. The two had a meeting in early March, and it went even further with an extended sit-down on May 31 in Mr. Bratton’s office at the Los Angeles Police Department, where he is now chief.
“It was comfortable,” Mr. Bratton said. “It’s not social and not friendship in the traditional sense.”
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