quinta-feira, abril 26

Cold War


President Vladimir Putin said Thursday that Russia would suspend its compliance with a treaty on conventional arms in Europe that was forged at the end of the Cold War, opening a fresh and intensive dispute in the souring relations between NATO and the Kremlin.

Putin's announcement, made in his annual address to Parliament, underscored the Kremlin's anger at the United States for proposing to install a new missile defense system in Europe, which the Bush administration insists is meant to counter potential threats from North Korea and Iran. Putin suggested that Russia would use its future compliance with the treaty as a bargaining point in that disagreement with United States.

No IHT.

Diálogo de civilizações

Outra sampaiada. O mais importante de tudo: Alguém sabe onde ficará a sede? É que estou com esperanças que ele saia do país, como aconteceu com o Guterres.

quarta-feira, abril 25

Royal Dream


Hoje no Público, Teresa de Sousa oferece-nos uma crónica sobre as eleições francesas. O artigo aborda essa nova geração de políticos e de ideias, dos quais Sarkozy e Royal são a bandeira. Esta ideia, muito generalizada nos espaços de opinião, parece não contar com os anos de Sarkozy no governo e na máquina do UMP, bem como os cargos de Segoléne Royal enquanto ministra ou conselheira de Miterrand. Mas pronto, não é isso que está em causa.

Teresa de Sousa, citando Timothy Garton Ash, refere que finalmente o blairismo chegou a França. Porém, acrescenta que é necessário separar as águas do contexto político da chegada de Blair ao poder com a actual situação em França, tal como o meu colega Henrique Raposo já o tinha dito aqui.

O que me impressionou foi a restante parte do artigo, onde a autora exorta Segoléne Royal a voltar às ideias livres que possuía - as ideias "blairistas", e a romper com o velho programa socialista decrépito dos últimos 20 anos. Se fosse um cronista menos experiente, até poderia dar o benefício da ingenuidade. De uma jornalista como Teresa de Sousa, esperava melhor. Que não simpatiza com Sarkozy, embora as suas ideias no tema económico sejam mais blairianas que a congénere, disso não restou dúvidas ("o brutal Sarko", se não me engano, foi a expressão utilizada). Mas não é isso que está em causa. Fazer uma apologia da candidata Royal, como se uma onda de frescura estivesse a atravessar a França, apenas presa aos velhos elefantes do PS é poesia a mais. Tomara eu que estivesse errado, mas infelizmente julgo que não. Infelizmente.

Bons sinais

Aparentemente o PM não gostou do discurso do PSD, na voz de Paulo Rangel. Num dia em que todos andam a falar de democracia e liberdade, nada melhor do que focar os preocupantes indícios que este governo deixa transparecer na matéria, colocando em causa os princípios que hoje o parlamento festeja.

Dúvidas do 25 de Abril


John McCain anunciou hoje formalmente a sua candidatura à presidência dos EUA. Será que existe algum significado especial com a data?

25 de Abril Atlântico


No dia que marca a revolução, a Atlântico inaugura o seu novo espaço.

terça-feira, abril 24

Turquia: O poder dos militares e a UE


The EU, Erdogan and Turkey's generals, por Steven A. Cook no IHT:

The overwhelming popularity of the EU project among average Turks in 2003-2004 made it possible for Erdogan's government to undertake a series of far-reaching political changes. The overall affect of these reforms was the development of a more open and democratic Turkey and a much diminished capacity for the military to meddle in politics. Indeed, by the end of 2004 when the EU commission recommended that membership negotiations with Ankara begin the following calendar year, Turkey was firmly on a liberal, democratic trajectory.

Just as the European Union was decisive in spurring Turkish reform a few years ago, Brussels is currently contributing to a return of some old and bad habits in Ankara. Over the last year, Turkey's effort to join the Union has run into a number of obstacles. Some, like Turkey's unwillingness to honor its EU commitments when it comes to relations with the Republic of Cyprus and Europe's ongoing concerns about freedom of expression, are legitimate.

(...)

The consequence of European opposition to Turkey's accession is a precipitous decline in support for Union membership among Turks. In 2004, some 77 percent of Turkey's population favored taking the necessary steps to join Europe, now only 30 percent do so. Candidate countries often exhibit a drop in public enthusiasm for EU membership when their populations confront the reality of both abdicating some sovereignty to Brussels and the hard task of conforming to the Union's laws, decrees, and norms. The fact that Europe's opposition to Turkish membership is based on religious and cultural factors only accentuates this problem.

In Turkey, the negative signals from Europe and subsequent steep fall off in support for EU membership have provided the generals with room to maneuver in the political arena.

While in 2004 it was complicated to apply significant pressure on Erdogan due to the popularity of his EU reforms, the calculations of the commanders have changed as Turkey's relations with Europe have cooled. With the prospect of Union membership seemingly in doubt, Turkey's top officers have shrewdly determined that they have little to lose by playing politics. (...)


Nota: Foi hoje anunciado que o PM Tayyip Erdogan não se candidatará ao cargo de presidente, tendo o seu partido escolhido o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gul, para o cargo. Embora a escolha seja mais pacífica, ainda existem algumas dúvidas se o candidato não colocará em causa os valores seculares da Turquia. A acompanhar com atenção.

segunda-feira, abril 23

True conservative


É verdade que Fred Thompson possui inúmeras qualidades que o tornariam uma excelente aposta pelos Republicanos para enfrentar o candidato Democrata - o seu carisma, a sua enorme popularidade enquanto actor e o facto de ser um grande comunicador. O que me confunde um pouco, confesso, é afirmarem que Thompson é o único true conservative no interior do partido, sem manchas no precurso. Se assim for, qual a opinião sobre o ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee?

Sobre a vitória de Portas


Com as eleições francesas, nem escrevi nada sobre a previsível eleição de Paulo Portas no PP. Também é verdade que depois de tudo o que escrevi neste blog, não há muito a acrescentar. Paulo Portas recebe um partido de rastos, com uma péssima imagem junto dos eleitores. Ainda será algum tempo até que consiga afastar a imagem que possui algum apego ao poder do partido, e por último, todos já perceberam que as mudanças de que fala são puramente estéticas.

Tendo dito isto, concentremo-nos pois no partido que ainda pode fazer uma oposição séria e clara, ao governo de José Sócrates. O resto, são fait divers.

Boris Yeltsin (1931 - 2007)

Sarkozy 31,2% Royal 25,9%


A segunda volta é a 6 de Maio. Sarkozy leva vantagem, felizmente.

domingo, abril 22

sábado, abril 21

Sarkozy

Argumentos a favor e contra, pelo Luís Pedro. Julgo que só falta mesmo na lista as ideias de Sarkozy para a UE.

sexta-feira, abril 20

Bomb Bomb Bomb Iran



O vídeo que anda a dar uma grande dor de cabeça a John McCain...

Eleições em França - Último dia de campanha (2)


Nicolas Sarkozy optou por Camargue, Sul de França.

Eleições em França - Último dia de campanha (1)


Royal contou com Zapatero em Toulouse. Palavras, para quê?

300


quarta-feira, abril 18

Darfur

O Governo sudanês estará a camuflar aviões militares com as cores da Nações Unidas para bombardear a região de Darfur, revela um relatório confidencial a que o jornal "New York Times" teve acesso.
No Público

Armas

Depois desta tragédia, é inevitável que volte a discussão sobre as leis de porte de armas. Deste lado do Atlântico, parece consensual que a tragédia explica-se apenas pela lei mais permissiva nos EUA. Apenas. Um ou outro comentador, pode juntar Bush, mas acaba-se por chegar às armas. O simplismo com que é abordada a questão, assusta-me.

Acho que ainda se sabe pouco desta história, mas será que as explicações para estes trágicos casos têm que ter necessariamente um contexto jurídico? Será que é assim tão difícil imaginar que este caso pode não estar relacionado com política?

terça-feira, abril 17

16/04/2007



GOP only hope?


(...) Even though Giuliani is way ahead of everybody in early primary polls, the experts are already writing Giuliani's obituary.

Some of this spin is wishful thinking by Democrats who don't want to face him in the general election. Other than Sen. Hillary Rodham Clinton (D-N.Y.), he is better known and more popular than anyone running for president, even Sen. Barack Obama (D-Ill.). And Giuliani has a better chance than any other GOP candidate to turn blue states red. Depending on the Democratic presidential nominee, he could put into play states like New York, New Jersey and California that are normally off-limits to Republicans.

The rap on Giuliani is that he is a great prospect for winning the general election but has almost no chance to win the GOP nod because of his personal history and his stands on issues such as gun control and gay marriage. But there are at least a couple of reasons why he could go all the way and come out of the Republican National Convention in Minnesota as king of the hill.

First, GOP primary voters, especially born-again Christians, are so horrified at the prospect of Clinton becoming president that they would nominate the devil if they thought it would keep her out of the White House. The stronger Clinton becomes in her bid for the Democratic nomination, the better Giuliani will look to the religious fundamentalists on the Republican side who descend on the Iowa caucuses by the busload.

(...)

The other factor that could propel Giuliani to victory in the Republican race is that voters, even primary voters, care more about qualities like leadership and strength than they do about the positions the candidates take on issues. In this context, the reputation for strength that Giuliani built after the Sept. 11 attacks should serve him well in his campaign to win the approval of GOP voters.

(...)

Democratic activists are afraid of Giuliani, and Republican diehards fear him, as well. But the Bush presidency is slowly sinking into the sunset and Giuliani is the GOP's best bet to hang on to the White House.

Leia o artigo completo, no The Politico.

segunda-feira, abril 16

Fotografia


Para os interessados em fotografia, MFM.Foto.

Europa (recebido por mail)

La Semaine de Pierre Kroll




(clique nas imagens para aumentar)

Pistas para o novo "tratado"



Germany is believed to be ready to make concessions to more sceptical countries, including the UK, Poland and the Czech Republic, by proposing a shorter treaty that would no longer be referred to as a constitution.

Trappings of EU statehood, such as an anthem and flag, are likely to be dropped while the charter of fundamental rights – a central part of the document rejected by French and Dutch voters in 2005 – may receive only a cross-reference in the new treaty.

Institutional elements – including a new EU president and simplified voting rights – would be retained, despite strong opposition from Poland to the proposed voting system.

No Financial Times.

Preocupante

Diz Sarkozy, numa entrevista ao FT:

If I am elected president of the Republic, I will ask the finance minister to propose, at the European level, a measure to reinforce the morality and security of financial capitalism. In this respect, taxation of speculative movements seems to me an interesting idea if it were introduced at a European level. I want to make France a country which rewards wealth creation, but which also knows how to strike predators.

sábado, abril 14

Giuliani, Rudy


Independentemente da minha enorme simpatia por Giuliani, bem expressas na quantidade de posts que faço sobre o ex-Mayor de Nova Iorque, tenho que reconhecer quando a campanha deste está menos bem.

Encontrar um político com as ideias e a visão que Rudy Giuliani tem para o mundo, e em especial para a América, não é comum. As suas qualidades à frente da maior cidade dos EUA, transformando-a naquilo que é hoje, demonstram bem o seu valor. Ao contrário de outros candidatos republicanos, Giuliani pode afirmar que as suas credenciais conservadoras, não são apenas ideias, mas sim políticas que ele levou a cabo, com sucesso, em Nova Iorque. A projecção global que lhe conferiu os ataques terroristas de 11 de Setembro, deram-lhe uma visibilidade e imagem únicas no país.

Se é verdade que Giuliani necessita de ultrapassar a difícil barreira da nomeação republicana, num partido que ainda aspira por um true conservative (será Thompson?), isso implica um bom confronto de ideias com os outros aspirantes à nomeação. Tenho estado muito atento aos candidatos republicanos, às suas ideias e aos seus discursos. Embora considere Giuliani o republicano ideal, tenho que reconhecer que os seus adversários têm criado uma campanha mais eficaz em termos de "agenda política". O campeão neste ponto é claramente Mitt Romney. Já perdi a conta ao número de discursos que o candidato fez, onde explica detalhadamente quais deveriam ser, segundo a sua opinião, os eixos da política externa dos EUA. McCain, na última semana, iniciou um conjunto de discursos pelo país sobre política externa, aliás, o tema por excelência desta campanha.

Rudy Giuliani começa a ficar para atrás neste aspecto. As suas credenciais são inegáveis, todos o reconhecem. Porém, está na hora de apresentar alternativas, métodos e planos. Numa corrida onde todos os candidatos defendem uma maior independência energética, não basta publicitar a ideia . É preciso explicar como poderemos atingir esse objectivo. Com mais investimento em etanol? Com o recurso ao nuclear ou outras energias? Numa campanha, cujo final ainda está a 10 meses de distância (as primárias), os títulos não vão aguentar muito tempo. É necessário começar a pensar em planos.

Coisas Estranhas

Hoje no Público, li uma Carta ao Director, onde o autor, depois de uma viagem à Madeira, mostra-se espantado com o grau de respeito e civismo pelos cartazes dos partidos da oposição, ao contrário do que se passa deste lado do Atlântico. Vamos a ver, um dia destes passa a acreditar que as eleições são mesmo democráticas!

sexta-feira, abril 13

Tentativa de Golpe de Estado na Rússia?


The Russian tycoon Boris Berezovsky has told the Guardian he is plotting the violent overthrow of President Putin from his base in Britain after forging close contacts with members of Russia's ruling elite.

In comments which appear calculated to enrage the Kremlin, and which will further inflame relations between London and Moscow, the multimillionaire claimed he was already bankrolling people close to the president who are conspiring to mount a palace coup.

"We need to use force to change this regime," he said. "It isn't possible to change this regime through democratic means. There can be no change without force, pressure." Asked if he was effectively fomenting a revolution, he said: "You are absolutely correct."

Fonte: Guardian

quinta-feira, abril 12

Pires de Lima meets Al Gore


California Gov. Arnold Schwarzenegger told environmentalists on Wednesday they needed to stop nagging and make their cause sexy, likening it to bodybuilding's evolution from a weird pursuit to mainstream.

"Bodybuilding used to have a very sketchy image," the former bodybuilding champion told an environmental forum at Georgetown University. "... It had fanatics and it had weird people. ...But we changed that. ... It became sexy, attractive."

"Like bodybuilders, environmentalists were thought of as kind of weird and fanatics also, you know, the serious tree huggers," Schwarzenegger said.


Fonte: Reuters

UE

Parece que as declarações no nosso PR sobre um eventual referendo à Constituição Europeia, caíram mal em certos blogs. Incrível. Parece que ainda existem pessoas que aspiram por mais referendos. Eu, muito sinceramente, já estou farto de consultas populares.

Elementar, meu caro José Alberto Carvalho...

Descer os impostos em 2009 por razões eleitorais? Não. Mas se for precisamente em 2009 que se criam essas condições, que posso eu fazer?

A Entrevista

Sócrates tentou explicar-se na entrevista de ontem. Fiquei esclarecido em determinadas matérias. Como referiu, muitas dúvidas que tinham sido levantadas eram legítimas. Porém, algumas delas ainda estão por esclarecer. De facto, não existem diplomas que possam comprovar que não existiu um tratamento especial para José Sócrates. Sócrates deu a sua palavra. Cada um que tire as suas conclusões.

Não se percebeu, e continuo a não perceber, porque razão José Sócrates não falou mais cedo. Refere que não queria misturar o problema da UnI com a sua polémica. Primeiro, poderia ter dito isso logo de início. Segundo, o problema da UnI continua. A verdadeira razão é simples: Sócrates, até aqui exímio em lidar com a comunicação social, falhou nesta questão. Acontece aos melhores.

A segunda parte da entrevista foi do pior. O folhetim da campanha foi lido em vários tons, e nada demoveu o PM de fazer propaganda ao seu programa de governo.

quarta-feira, abril 11

O "novo" CDS?

Confesso que já esperava algo do género. E os seus apoiantes? Aqueles que imaginavam um Paulo Portas renovado...

terça-feira, abril 10

Net Ranking





[Na France 24]

McCain


Depois da derrota na angariação de fundos, McCain continua a perder terreno, agora devido às declarações que efectuou em Bagdad:

Senator John McCain has issued an apology of sorts for his remarks after visiting a Baghdad market, saying he misspoke when he declared that his ability to walk freely in the marketplace was a sign of a significant improvement in security in Iraq.

He led a congressional delegation through the Shorja market the weekend before last, with 100 heavily armed U.S. troops guarding the group and attack helicopters and snipers watching over them.

McCain, Republican of Arizona, and another Republican member of the delegation, Representative Mike Pence of Indiana, said the conditions showed that the decision to deploy more than 20,000 additional U.S. forces to Iraq was having the intended effect.

Baghdad residents expressed astonishment at McCain's remarks, saying that he had visited the marketplace, the scene of numerous deadly bombings, under unrealistic conditions. Democrats and antiwar bloggers ridiculed him for blindly supporting the Bush administration's so-called surge policy.

McCain, in an interview for CBS News' "60 Minutes" on Sunday, acknowledged that his critics were right.

segunda-feira, abril 9

A última hipótese?


Este texto que o AAA recomenda, levanta questões interessantes sobre Sarkozy. Porém, creio que cai no erro de analisar diversos factos de uma forma extremamente redutora, fora de um contexto e de uma perspectiva. Se é verdade que durante os protestos contra o CPE, Sarkozy guardou muitas reservas, isso não o faz menos duvidoso de tomar as medidas necessárias para a economia francesa.

O CPE foi forjado pelo Primeiro-Ministro Dominique de Villepin, quase em segredo com o Presidente Jacques Chirac, e foi aprovado sem a mínima explicação às pessoas. Sarkozy, membro do executivo na altura, criticou logo de início o enquadramento que a discussão da lei tinha tido no parlamento e na sociedade, e quando a crise explodiu, obviamente não deu o seu apoio cego ao PM. Se também tentou poupar a sua popularidade na crise, disso também não tenho dúvidas. Mas isso revela apenas bom-senso. De nada valia afundar o seu capital político numa lei, que certamente ia no sentido de flexibilizar as leis laborais do país, mas abrindo caminho para que outras forças políticas executassem o precurso inverso do que deve ser o rumo correcto. Num país como a França, onde uma enorme maioria de pessoas ainda olha com uma enorme desconfiança para os benefícios da globalização, a precaução numa lei que foi mal elaborada por um PM, não é apenas sinal de calculismo ou incapacidade política. Trata-se apenas de bom-senso político. A França compreende isso melhor do que ninguém, dada a sua história política dos últimos 20 anos.

quinta-feira, abril 5

Boa Páscoa


Zdzisław Beksiński

quarta-feira, abril 4

Independência

Não tenho qualquer problema em lembrar, que fui daqueles que manifestaram muita apreensão com a nomeação de Guilherme d'Oliveira Martins para presidir ao Tribunal de Contas. Depois daquela memorável série de nomeações para cargos públicos, Oliveira Martins não foi excepção. Teria preferido outra pessoa, bem menos conotada com o partido no governo.

Não sei se o facto de não ser militante me tolda o espírito na matéria, mas a nomeação de um deputado independente do PS para "controlar" o executivo socialista, não me pareceu uma solução correcta. Acho que se abre um perigoso precedente. Mas perguntam-me qual a minha opinião sobre o recente relatório elaborado pelo TC. Simples, estou muito satisfeito. Aparentemente, o rigor do TC não está em causa. Mas verdade seja dita, depois da polémica que esta nomeação causou, surpreendente era não haver uma clara demarcação do governo.

terça-feira, abril 3

França: A campanha está a aquecer...


Royal told Sarkozy on Sunday to stop insulting her after the two traded blows over security following a riot at a Paris station, but her remarks on Tuesday were her strongest yet about the former interior minister.

"Mr Sarkozy is a liar, and is a liar fit to become president of the republic?" Royal told Canal Plus television.


Fonte: Reuters

segunda-feira, abril 2

Internamento: Taxas Moderadoras?

Lembro o que escrevi em Outubro, sobre o anúncio desta media:

Explicaram-me que o objectivo das taxas moderadoras nas urgências hospitalares é o de evitar e prevenir o uso excessivo dos atendimentos médicos. Hoje leio no Público que o Ministro da Saúde, Correia de Campos, vai impor uma taxa moderadora nos internamentos. Dado que o internamento é uma decisão tomada pelo médico, devido à necessidade de uma intervenção mais complexa e que pressupõe uma observação mais cuidada, não compreendo onde está o objectivo inicial de evitar o uso excessivo. É que o abuso (se houver) é dos médicos, mas o pagamento é dos utentes. No fim de contas, o Ministro criou uma nova taxa de modo a conter a crescente despesa na saúde e rotulou-a de taxa moderadora.

O modelo de financiamento do nosso SNS precisa de ser urgentemente revisto e alterado. Porém, o que transparece das alterações efectuadas pelo ministro da saúde é o de se estar a efectuar consecutivos retalhos numa manta que está cada vez mais difícil de esticar...

Ucrânia



A ameaça concretizou-se. Nas últimas semanas, Viktor Yushchenko já tinha referido por várias vezes que poderia dissolver o Parlamento, perante o braço de ferro com o rival, o Primeiro-Ministro pró-russo Viktor Yanukovych.

Passados dois anos desde a vitória da revolução laranja, Kiev enche-se novamente com apoiantes de ambos os lados. Neste momento, a prioridade é a resolução do conflito entre Yushchenko e Yulia Tymoshenko, dois antigos aliados na revolução laranja. Mas, pelas últimas notícias, parece que a oposição está determinada em apoiar o presidente. A seguir com atenção.

Sobre as novas alternativas à Ota


Sobre esta notícia do Público, o ministro das Obras Públicas já veio erguer o seu dedinho para dizer: Nem pensar. O grande contra-argumento de Mário Lino é a falta de solidariedade com as pessoas, e os respectivos estudos, que por exclusão de partes (e note-se que estas novas localizações não foram consideradas), escolheram a Ota.

Sócrates manteve o silêncio. Faz muito bem. Em nada lhe favorece estar associado a esta imagem de cegueira do ministro. O debate está para ficar, claramente. O ministro, sinceramente não sei. Mas ele bem pode agradecer à presidência da UE, pois esse é o seu grande trunfo.

Portas e seus súbditos

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos:

O dr. Portas - o tal cuja oposição ao 1º ministro promete ser retumbante e que fez brilhar os olhinhos de quem desesperava por "acção"- já começou a tratar os seus pequeninos apoderados como o secretário-geral do PS trata os seus. Dá ordens, tira e põe como se fosse presidente ungido do CDS e os outros meras marionetas de trazer por casa. Estão, de facto, todos bem uns para os outros.

Fim-de-Semana Tuga

Os portugueses são sempre muito bem servidos. Se não existe um conselho nacional do CDS 'a sério', existe "futebol" para substituir. A isto é que se chama articulação.