
Independentemente da minha enorme simpatia por Giuliani, bem expressas na quantidade de posts que faço sobre o ex-Mayor de Nova Iorque, tenho que reconhecer quando a campanha deste está menos bem.
Encontrar um político com as ideias e a visão que Rudy Giuliani tem para o mundo, e em especial para a América, não é comum. As suas qualidades à frente da maior cidade dos EUA, transformando-a naquilo que é hoje, demonstram bem o seu valor. Ao contrário de outros candidatos republicanos, Giuliani pode afirmar que as suas credenciais conservadoras, não são apenas ideias, mas sim políticas que ele levou a cabo, com sucesso, em Nova Iorque. A projecção global que lhe conferiu os ataques terroristas de 11 de Setembro, deram-lhe uma visibilidade e imagem únicas no país.
Se é verdade que Giuliani necessita de ultrapassar a difícil barreira da nomeação republicana, num partido que ainda aspira por um true conservative (será Thompson?), isso implica um bom confronto de ideias com os outros aspirantes à nomeação. Tenho estado muito atento aos candidatos republicanos, às suas ideias e aos seus discursos. Embora considere Giuliani o republicano ideal, tenho que reconhecer que os seus adversários têm criado uma campanha mais eficaz em termos de "agenda política". O campeão neste ponto é claramente Mitt Romney. Já perdi a conta ao número de discursos que o candidato fez, onde explica detalhadamente quais deveriam ser, segundo a sua opinião, os eixos da política externa dos EUA. McCain, na última semana, iniciou um conjunto de discursos pelo país sobre política externa, aliás, o tema por excelência desta campanha.
Rudy Giuliani começa a ficar para atrás neste aspecto. As suas credenciais são inegáveis, todos o reconhecem. Porém, está na hora de apresentar alternativas, métodos e planos. Numa corrida onde todos os candidatos defendem uma maior independência energética, não basta publicitar a ideia . É preciso explicar como poderemos atingir esse objectivo. Com mais investimento em etanol? Com o recurso ao nuclear ou outras energias? Numa campanha, cujo final ainda está a 10 meses de distância (as primárias), os títulos não vão aguentar muito tempo. É necessário começar a pensar em planos.