quarta-feira, abril 18

Armas

Depois desta tragédia, é inevitável que volte a discussão sobre as leis de porte de armas. Deste lado do Atlântico, parece consensual que a tragédia explica-se apenas pela lei mais permissiva nos EUA. Apenas. Um ou outro comentador, pode juntar Bush, mas acaba-se por chegar às armas. O simplismo com que é abordada a questão, assusta-me.

Acho que ainda se sabe pouco desta história, mas será que as explicações para estes trágicos casos têm que ter necessariamente um contexto jurídico? Será que é assim tão difícil imaginar que este caso pode não estar relacionado com política?

4 comentários:

Nuno Guronsan disse...

Fiquei confuso, Bruno. Afinal de contas, concordas com a lei de porte de armas como está ou não? Também não vejo como é que a política possa estar relacionada (a menos que W. queira tirar algum proveito disto, ou todos os outros candidatos a 2008), mas parece-me evidente que uma das causas é de facto o poderio de lobbis como a NRA junto do Estado norte-americano, tenha ele a cor que tiver...

Abraço.

Ricardo disse...

Bruno,

Sou completamente, mas completamente, contra o porte de armas a todos aqueles que não são forças de segurança. Sou ainda mais radical, neste ponto, do que o que é permitido pela lei portuguesa. Posso explicar, depois, o porquê.

Posto isto concordo que não podemos reduzir o que aconteceu a esta lei (apesar de não deixar de ser importante legislar sobre o porte de armas). Não sei o que queres dizer que este incidente está relacionado com a política mas é evidente que quando situações destas acontecem com regularidade (com diferentes dimensões) a sua solução (ou minimização) não pode, obviamente, ser feita só numa perspectiva jurídica.

Abraço,

Ricardo disse...

Bruno,

Li com pouco cuidado a última pergunta que lanças e não me apercebi do seu sentido. Após esta correcção, afinal, estou plenamente (e não só globalmente) de acordo com o que escreveste.

Abraço,

Bruno Gonçalves disse...

Nuno,

O grande objectivo do post, era questionar se as razões para este massacre se poderiam apenas resumir à problemática das leis de porte de armas. Tendo dito isto, a questão que me colocas é-me difícil responder.

Eu não critico esta opção dos Americanos. Não vou ao ponto de considerar que é uma lei que "potencie" este tipo de situações. Pelo contrário. A cultura da sociedade americana é completamente distinta da nossa, e como tal, apenas considero que cada Estado deveria ter mais a dizer sobre a matéria.

Caso essa lei estivesse em vigor em Portugal, estaria contra. Não vou tão longe como o Ricardo, que quer uma mudança mais radical (Já agora, porquê?).

Acho que um cidadão deve poder ter a liberdade para comprar uma arma, desde que preencha determinados requisitos.

Ab.